O turbante “Black Lives Matter” é o novo produto da loja Criatura

Inspirado pelo movimento Black Lives Matter, a Trama Inventiva prototipa modelo de protetor facial em acetato acoplado a um turbante. 

O turbante anti-covid ou o Turbante BLM ou black lives matter (em português “vidas negras importam”) é uma inovação da Trama Inventiva para o modelo de protetor facial em acetato. O produto é uma faixa de cabelo muito simples que pode ser usado por qualquer pessoa.  O turbante BLM amplia a barreira de proteção aos cabelos e ao rosto por causa de seu escudo, que também é removível.

O turbante é um acessório de uso muito antigo, cuja etimologia da palavra vem do persa dulband (ou em turco tülbent) e consiste de uma grande tira de tecido que é enrolada na cabeça.  O seu uso está associado às culturas de países e regiões como Índia, Bangladesh, Paquistão, Oriente Médio, Norte e Leste da África, Sul da Ásia, entre outros. Os sikhs são o grupo étnico que mais usa turbante hoje, no mundo ocidental. Já o ojá é um tipo de torço ou turbante utilizados por seguidores das religiões de matrizes africanas e que, no Brasil, teve seu uso disseminado pelo candomblé e pela umbanda. A peça, em si,  é carregada de um significado cultural e  identitário que remete ao contexto local onde está inserida. Para as culturas de matrizes africanas, o turbante carrega um simbolismo ritual do seu sistema de crenças. Mas hoje tem ganhado outros significados que reforçam e valorizam a identidade da cultura negra.

O turbante BLM tem um propósito utilitário que afirma as suas origens e identidades. Foi inspirado na discussão pautada pelo movimento Black Lives Matter, que tomou força em todo o mundo depois do assassinato de George Floyd, ocorrido em maio deste ano, por um policial branco na cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos. Além de ser uma peça de proteção contra a covid-19, é um objeto simbólico que reforça o discurso antirracista. Raama Bárbara, idealizadora da peça, apresenta em suas criações as suas perspectivas  ideológicas, em que acredita que os objetos são construídos por seus simbolismos. Dedica a criação a todas as mulheres negras, vistas como pessoas de força e de resistência.  O produto foi lançado no dia 25 de julho, que no Brasil é o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A peça também homenageia essa importante personagem da história brasileira, uma líder quilombola que, durante o século XVIII, resistiu à escravidão. Tereza de Benguela é um importante símbolo de luta e resistência contra o sistema de opressão ao povo preto.  

Raama Bárbara fala do processo criativo para construção do turbante BLM. Roteiro e captação de Rostand Costa.

Nathalia Lima, integrante da equipe de produção da Criatura, participou do ensaio fotográfico. Em conversas, ela conta ter recebido com empolgação o convite de ser uma das modelos para apresentar o turbante BLM. Ela nunca havia tido contato com um turbante antes, mas sempre desejou ter um pois achava muito lindo. Além de bonito, achou o produto super criativo e carregado de significados:

Acho importante trazer um objeto como o turbante, que tem uma carga representativa tão forte para a cultura africana, em um momento onde vários casos de racismo contra negros ganhou atenção mundial. As pessoas finalmente estão começando a abrir os olhos para algo que está no nosso cotidiano, mobilizando-se em grandes movimentos como o black lives matter e nos possibilitando protestar mundialmente contra algo repugnante

Alana Barbosa, também integrante da Criatura, é idealizadora da Nua Clothing, uma iniciativa de brechó de moda consciente que faz uso de técnicas de reuso como proposta sustentável para repensar a questão do consumismo. Ela participou ativamente do ensaio fotográfico dos novos produtos da loja e acredita que o turbante BLM é muito bacana,  principalmente neste momento de flexibilização. Ela fala que, mesmo antes do produto surgir, tinha todo o cuidado de se proteger, principalmente na cabeça. Com a nova peça, ela se sente muito mais à vontade, pois além da proteção ele é esteticamente agradável: 

Desde o começo (das medidas restritivas) minha preocupação foi sempre proteger minha cabeça, sempre usei turbante. A gente quer e precisa sair de casa se sentindo cuidada e bonita. Este modelo de agora, além de ser esteticamente bonito, é muito confortável. Eu estou bonita, eu estou arrumada e o melhor, protegida!

Abaixo, Alana ensina como usar o turbante BLM. Aprenda como usar e adquira o teu turbante BLM em nossa loja.

O ensaio foi realizado por Rostand Costa. Para comprar os turbantes BLM, basta acessar a Loja.

A Casa Criatura tem o apoio da Fundação Mozilla e participa do Desafio Mozilla contra a covid-19. Conta com a parceria da Trama Inventiva, Souvenir Digital, Careables e Global Innovation Gathering.